quarta-feira, 27 de maio de 2009


Compreensão de igreja, estado e política

Para Lutero a igreja era lugar de comunhão dos crentes, que é definida no terceiro artigo do credo apostólico como a comunhão dos santos. A igreja consiste da comunhão dos santos , mas é formada pela palavra e pelos sacramentos. É através destes meios que o Espírito Santo opera e reúne os cristãos no mundo todo. Quanto ao papado, Lutero não acreditava que ele podia se justaposto à igreja. Mas reconhecia que o evangelho também se fazia presente na igreja de Roma, apesar do abuso e da negligencia do oficio da pregação, de modo que também nela podia ser encontrado verdadeiros cristão.
O conceito de autoridade de Lutero baseava-se Rm 13:1, todo homem esteja sujeito as autoridades superiores, porque não há autoridade que não proceda de Deus. Em vista disso, o cristão é obrigado a obedecer mesmo aqueles governantes que não compartilha a sua fé. A única exceção se encontra nas palavras: antes importa obedecer a Deus do que os homens. Se as autoridades ordenam o que é contrario aos mandamentos de Deus ou exigem repudio da fé cristã, o cristão de recusar obediência, e sofrer a punição que lhe é imposta por causa da sua fé. Mas Lutero não aprova levantes armados contra o estado.

O conceito de sociedade de Lutero também pode ser percebido à luz da posição que tomou face aos entusiastas. De acordo com estes, a atividade política é má, e os cristão não devem envolver-se nela. Pelo contrario, são convocados a manifestar sua oposição à sociedade terrena. Isso resultou na guerra dos camponeses de 1525 vários entusiastas inclusive Tomás Munzer, assumiram a liderança. Lutero por sua vez , que já anteriormente se tinha desligado deste grupo e combatido seu iconoclasmo, atacou com violência os camponeses e afinal admoestou os príncipes a usarem força armada para debelar a rebelião.

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